Sobre o Carnaval.

Eu nunca fui lá muito antenada ao Carnaval. Pelo contrário, sempre achei toda essa festividade chata. E não falo isso por que fiquei anos em um relacionamento — isso nunca seria um impedimento. Falo porque era realmente desesperador me imaginar no meio de tanta gente. Grandes multidões nunca me agradaram. Até 2019.

Nessa fase de desconstrução e de observar a vida por outro viés, resolvi aceitar essa festa e participar dela. Confesso que nunca imaginei que fosse me agradar tanto. Descobri uma festa popular que suspende a seriedade da vida e dá alento para continuarmos o ano. Viver a Cultura do meu país, da maneira que ela é, deixou o meu coração quentinho.

Ainda no pré-Carnaval, já havia decidido que eu iria viver a festa do povo. Por isso, fui com meus amigos ao desfile do Acadêmicos do Baixo Augusta. No caminho, eu dizia que eu era uma foliã conservadora (uma alusão óbvia à minha posição política contrária a isso). O Baixo Augusta é um bloco gigantesco e tem como madrinha a minha musa Alessandra Negrini (quem me conhece sabe como eu sou apaixonada por essa mulher). Enfim, pulei, dancei, cantei, bebi, me diverti. Ao voltar para casa, minha melhor amiga me disse: “Estou surpresa com você. Você não está nem mal humorada”. Ela me conhece, sabia que ali não era o lugar que a Aline de antes gostaria de estar.

A melhor parte de tudo foi ter vivido momentos inesquecíveis com pessoas maravilhosas. Ter encontrado amigos que há tempos eu não dedicava um pouco de mim. Ter dançado de olhos fechados pelo centro de São Paulo sem me preocupar com nada. Sentir os pingos da chuva como bençãos para mim. Olhar em volta e me surpreender com tanta alegria. Sorrir porque essa era a única maneira de expressar a minha felicidade. E eu esbanjei felicidade. O coração ainda pulsa de alegria. Foi demais.

Um dos momentos mais marcantes para mim, entre os vários que vivi, foi a chuva do último dia. Estava acompanhada de um grande (e recente) amigo que pediu para continuarmos no rolê, mesmo com a chuva torrencial. E eu me permiti. Era para ser ali com Timbalada tocando ao fundo. Estávamos extasiados. Foi o ápice de bem-estar que senti naquele dia. Foi uma energia tão foda de sentir. Dancei como se não houvesse amanhã. Não tinha espaço no mundo para o tanto que eu pulei. Fui invadida por uma alegria e liberdade que há muito tempo eu não sentia (ou nunca senti). Que bom ter tido alguém para compartilhar esse momento, porque eu tenho certeza que ele também sentiu essa boa vibração.

Eu vi muitos sorrisos em todos os dias que eu pulei Carnaval. Eu senti uma energia revitalizadora que modificou muito a minha forma de observar essa festa. Sinto dores em todas as partes do meu corpo e o cansaço também bateu forte por aqui, afinal não tenho mais 20 anos, porém, meus amigos, meu coração está cheio de entuasismo.

“Eu fui embora meu amor chorou. Vou voltar…”

Centralidade do evangelho even in the post-modernity

É certo que se você está lendo esse texto, já ouviu de alguma maneira a palavra evangelho, tem alguma familiaridade com o assunto, seja empatia ou antipatia.

Hoje no Brasil é bem provável que se você não faz parte do evangelicalismo, existe grande possibilidade de tudo isso parecer uma grande bobagem, extremada e sem propósito.

Lesslie Newbigin em seu livro Evangelho em uma Sociedade Pluralista, nos traz a seguinte afirmação:

“A história Cristã provê um conjunto de lentes, que servem não apenas para olharmos para elas, mas sim através delas”

Dito isso, percebemos que esta história, que aqui podemos substituir por evangelho, é o ponto central na vida daqueles que dizem professar a fé cristã. É o princípio e o fim de suas vidas, deveria transformar totalmente e radicalmente aquele que segue este homem de Nazaré, chamado Jesus.

A pós modernidade e o anseio do homem [não mudou]

É fácil perceber o afã em que nós e aqueles à nossa volta estão presos, correndo, se ocupando, com dois, três empregos, agendas totalmente ocupadas, e conseguir um horário comigo, provavelmente lhe custará muito esforço. É bonito estar atarefado e até incentivado. As ocupações nos trazem um ilusório senso de realização, quanto mais ocupados, mais realizados. Mas no final do dia, não é assim que nos sentimos.

Nesse momento, onde todas as narrativas entram em crise, e somos livres para criar o que bem entendemos, que é tido como pós-modernidade, e também podemos usar o termo que o Sociólogo Zygmut Bauman cunhou, como modernidade líquida, com sua célebre frase:

“vivemos tempos líquidos, nada foi feito para durar.”

Um dia você sabe plenamente quem é, o que tem e o que quer fazer, noutro dia tudo foi por água abaixo, é como uma montanha russa, as quatro estações vividas em uma só semana, até sua identidade entra em cheque quando a fluidez é tão veloz quanto um trem bala.

O homem, apesar dos tempos líquidos, volúveis e aceleradamente prontos a mudar, ainda anseia por aquilo que é firme, estável e invariável. Dentro dessa corrida líquida, onde até as amizades são postas à prova, pois já não temos certeza das intenções nem daqueles que estão ao nosso redor e dizemos amar, nos vemos acuados.

A mudança ainda continua sendo um ponto difícil para nós, e mudar sempre acaba nos desgastando a níveis inimagináveis.

Uma coisa fica clara, a pós-modernidade não trouxe a solução das questões que o homem carrega desde tenra idade, aquilo que os antigos já indagavam, mas apenas aguçou esses questionamentos. Santo Agostinho escreve sobre essa inquietação:

“Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti.”

Com esse vazio que gera inquietação, nos distraímos, e como somos bons nisso! Ou melhor, como estamos munidos de boas ferramentas para nossa distração. Não que seja errado, não é esse o ponto, mas usá-las para tapar o buraco é como tapar o sol com a peneira, simplesmente não funciona.

Horas na frente da TV, celular, relógio [é, isso mesmo, relógio], drogas e outras coisinhas tem nos deixado anestesiados diante de ser humano.

A inquietude vista naqueles à nossa volta, e em nós é fruto senão da necessidade de uma verdadeira revelação da boa notícia do evangelho, que mostre-nos esperança em meio a tanto desespero e maldade, que reforme profundamente nossas atitudes, afeições, moral, relacionamentos e interações culturais.

Três aspectos do evangelho e a mudança

Existe saída?

Tim Keller em seu livro Igreja Centrada separa uma seção inteira para tratar do evangelho — e que nas demais continua como tema central. É com maestria que ele trata da incarnação, sacrifício e ressurreição e como estes três momentos da vida de Jesus possuem uma correspondência e efeito imediatos na vida daqueles que estão debaixo do senhorio de Cristo.

A incarnação é o aspecto invertido, como Keller afirma, do evangelho. Jesus, o rei que se tornou servo, cresceu como embrião no ventre de uma adolescente chamada Maria, aprendeu tudo aquilo que uma criança da época tinha de aprender e assim seguiu em sua vida. Essa face do evangelho nos mostra que no seu reino vemos valores diferentes dos quais vemos na sociedade.

Ele ganhou através de perder tudo, sofreu a morte mais humilhante dos seus dias, e triunfou. Isso não é menos que um chamado a viver da mesma forma, seguir os mesmos passos. A incarnação do filho de Deus nos revela muito acerca do estilo de vida dos seus discípulos. É bem óbvio que as marcas deste mundo são poder, ganancia, egocentrismo, popularidade, superioridades raciais — o evangelho é o exato oposto.

O aspecto do sacrifício é algo manisfesto de dentro para fora, não são simplesmente mudanças exteriores, mas a motivação para essas mudanças é a tônica. A religião — no sentido pejorativo — é marcada pela exterioridade. Tudo que preciso é mudar externamente, os fariseus são um bom exemplo, cumpriam a lei rigidamente, davam dízimo até das folhinhas de hortelã que faziam chá, entretanto seu interior era totalmente podre, e não havia reconhecimento por parte deles deste problema.

O evangelho é o contrário, é de dentro pra fora. Não são minhas obras exteriores que determinam quem sou ou mesmo minha aceitação. Já fui aceito por Deus, através do sacrifício de Cristo, e minhas obras e obediência demonstram esta realidade.

A ressurreição, é a terceira característica apontada por Keller, onde vemos Cristo ressurreto e uma promessa feita à igreja, àqueles que decidem colocar sua fé na obra de Jesus, de retornar no fim:

“Então verão o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da terra até os confins do céu.” [Marcos 13: 26–27]

Isto nos traz o ânimo de vivermos essa vida, florescendo em todos os aspectos, em todas as suas esferas, como propõe o teólogo holandês Abraham Kuyper. Há certa necessidade de vivermos uma vida que aponte para a obra da cruz de Cristo, um amor sacrificial, o zelo dos puritanos. E esta vida será vivida onde? No mundo! Pois é mpossível vivê-la fora dele, alguns advogam sobre sairmos do mundo, nos separarmos totalmente da produção cultural feita pelo homem não-regenerado, o que é simplesmente impossível. A não ser que você viva num mosteiro. Mas esse não é, de modo algum, o chamado do evangelho, pelo contrário, Jesus no sermão da montanha afirma o seguinte:

“Da mesma forma, suas boas obras devem brilhar, para que todos as vejam e louvem seu Pai, que está no céu.” [Mateus 5: 16]

Dito isso, concluo que essa é a resposta que precisamos, esta é a saída: o evangelho de Cristo e este crucificado. A solução para a maldade irremediável do homem, são doses diárias deste evangelho.

Cultura Quero: Amor de Empreendedor

O sentimento de dono que faz tudo acontecer.

Todo quero-quero trabalha como se a empresa fosse sua. Faço até analogia do empreendedor com os pais de uma criança. Assim como a criança, uma empresa também dá trabalho. E, para crescer saudável, toda preocupação é fundamental e todo cuidado é pouco. Se todos tiverem amor de empreendedor, a empresa cresce bem.

“Trabalhamos como se a empresa fosse nossa. Assumimos a responsabilidade e entregamos resultados, sem desculpas”.

As coisas não precisam, e não devem, continuar como são, por isso cada um tem total autonomia e liberdade para dar sugestões e reinventar a empresa, independente do tempo de casa. No dia a dia, a gente não deve se limitar somente às tarefas específicas da área; cabe à nós fazer primeiro o básico bem feito, mas também ajudar no que for preciso. Isso sim é vestir e honrar a camisa que carrega.

Juntos, vamos mais longe

A Quero é uma empresa muito colaborativa. No final de 2016 — às vésperas do Ano Novo — fizemos a mudança de escritório e isso marcou a nossa história. Ligamos para todos os fretados de mudança e todos falavam:

“vocês vão conseguir mudar só no ano que vem”.

Praticamente todos os lugares estavam em recesso. Achamos um caminhão que topou fazer a logística e toda a empresa ajudou a empacotar e descarregar tudo para o novo prédio com muito cuidado e carinho. Foram estimados 2 dias para a mudança e ela foi feita em apenas 12 horas! Foi tudo muito rápido.

Passamos a madrugada inteira para ver essa mudança acontecer. E ela só aconteceu porque a empresa inteira ajudou. Esse dia deixou bem claro o que é o amor de empreendedor e provou que cada um tem dentro de si.

Quanto maior a empresa, maior é a nossa responsabilidade dentro dela. Se cada um vestir a camisa com orgulho (e amor de empreendedor), nossa criança vai virar um gigante e dominar o mundo. Só depende de nós!

É primordial zelar e lutar pela Quero. Tomar para si o que é seu. Cuidar como se fosse sua, porque no final das contas, ela é mesmo! Todos nós temos um pedacinho em cada conquista e temos que sentir isso. Ela é nossa. Basta observar o que tínhamos e onde estamos, para saber onde podemos chegar. Nós estamos aqui, por conta de cada uma das pessoas que passaram pela Quero e colaboraram com alguma coisa.

Então, bate no peito, chama a responsa, com os recursos que tem em mãos mesmo e entregue sempre os melhores resultados com dedicação. A Quero é sua filha.

Avenida Hippie #19

Bloco G, fila 11, barraca 15

A feira está entremeada na minha vida. Eu dependo daqui, sobrevivo daqui, a gente gera empregos a partir da feira, organiza trabalhos sociais a partir da feira. A feira é nosso cartão de visitas, é onde a gente trabalha e pensa. Nosso público consumidor está aqui, o formador de opinião está aqui, a gente observa o que as pessoas querem a partir daqui, escutamos as sugestões que elas dão pra gente. A feira é nosso coração.

Luiz Alberto Nacif e Sandra Regina Braga não combinam apenas no tom sobre tom de suas blusas. Ambos se graduaram em 1980 na Escola de Belas Artes e o amor deu liga nos acessórios de cerâmica que fazem desde a faculdade. Hoje somam 45 anos de Feira Hippie.

Desde a adolescência Luiz se interessava por artesanato, sempre gostou de fazer trabalhos manuais, de fabricar objetos, chegar à feira foi apenas uma consequência. Ele relembra algumas passagens de quando começou: “Na época, tinha os Rolling Stones, eles faziam muito sucesso, o símbolo da banda era uma língua e o dos Beatles era uma maçã mordida. Eu cortava esses álbuns de figurinhas que tinham chapinha em metal, recortava a maçã, pintava, botava no cordãozinho, trazia para a feira e vendia tudo. Foi natural, a questão comercial foi paralela: eu fabricava e vendia, vendia e fabricava. Uma coisa foi junto da outra”.

O poder criativo da dupla não se limita à música. Na barraca é possível encontrar referências arquitetônicas e étnicas. Um dos casos que eles gostam de contar é o de uma peça que se assemelha às obras de Gaudí, arquiteto catalão, que foi adaptada para a capital das Gerais. “ Essa peça é o desenho de um azulejo, ela é baseada na Casa do Baile. Começamos fazendo Gaudí, lá de Barcelona. Um dia as pessoas começaram a pedir azulejos da Casa do Baile, acabamos eliminando o Gaudí”, explica Sandra.

Luiz e Sandra se sentem bastante orgulhosos dessa busca dos clientes por suas origens, pelos lugares em que vivem. “Antes elas não se preocupavam com isso, com a ‘minha origem’, ‘nasci no Brasil, mas eu venho de qual etnia?’. Eu vi que foi uma coisa que mudou e hoje eu tenho muita atenção a isso. As pessoas procuram referências étnicas”, compartilha Luiz.

Essa percepção de mudança vai além dos hábitos de compras dos clientes, afinal são 45 anos de Feira Hippie e muito foi alterado pelo tempo e pelos costumes. Luiz visualiza as mudanças por ciclos. Para ele, até a década de 1990, a feira era excelente para as vendas, já que o Brasil ainda não tinha o mercado aberto à importação como hoje. De lá para cá, o artesão percebe a forte inserção de produtos importados no meio do artesanato, o que ele avalia como ruim, mas também percebe um ponto positivo com a chegada dos importados: a especialização e preocupação com a qualidade do artesanato para manter o cliente por perto.

Nessas quatro décadas e meia de Feira Hippie, Luiz não esconde seu amor pelo espaço, mas também demonstra preocupação. Para ele, a administração da feira deveria estar nas mãos da Secretaria de Cultura ou que pelo menos houvesse uma pessoa ligada à área cultural dentro do Setor de Feiras. “Nesse setor não existe preocupação com a questão cultural, existe apenas preocupação com o alinhamento das barracas, com as pessoas estarem presentes aqui todos os domingos, mas com a qualidade, com a estética dos produtos que são vendidos, não”.

Luiz segue firme na busca pela valorização da produção cultural da Feira Hippie que, infelizmente, foi substituída pela mecanização da administração pública.

A Cultura do remix em um mundo repetido

(You can also read this article in english here)

A palavra remix sempre teve uma forte ligação com a música. Até porque surgiu neste exato contexto: para definir alterações feitas em áudios originais que começaram a acontecer a partir dos anos 70. Era um conceito de pós-produção musical que até então quase não existia.

Junto com o remix, renasce a profissão de DJ (disc jockey), que veio das rádios, mas passa a definir a pessoa responsável por misturar e agrupar uma série de faixas, que em sintonia, dariam o tom da pista de dança.

Mas o conceito de remix vai além. Nunca coube em um molde exclusivo para a indústria sonora porque em todas as áreas de expressão é possível ver recortes e colagens em um modelo de reconstrução.

A exemplo do raciocínio do artista Austin Kleon, autor do livro “Roube como um artista”, a própria natureza genética sempre fez uso deste recurso. Afinal a mistura de genes ajudam a formar organismos originais e únicos, mas que representam a união de DNAs de seus antecessores. Neste caso, 1+1 =3.

“Você é um remix da sua mãe com o seu pai e todos os seus ancestrais”

Austin Kleon

Assim, aos poucos o termo vem se ampliando para diferentes mídias além das músicas, apesar de ainda conter alguns bloqueios quando transportado. O teórico da comunicação Lev Manovich faz uma ótima reflexão sobre seu uso:

“Uma vez que, em minha opinião, a música eletrônica e o software servem como os dois principais reservatórios de novas metáforas para o resto da cultura hoje, essa expansão do termo é inevitável. Só se pode perguntar por que não aconteceu antes. No entanto, ficamos com um paradoxo interessante: enquanto no domínio da música comercial, o remix é oficialmente aceito, em outras áreas culturais é visto como violação dos direitos autorais e, portanto, como roubo. Assim, enquanto os cineastas, artistas visuais, fotógrafos, arquitetos e criadores da web rotineiramente remixam obras já existentes, isso não é admitido abertamente e não existem termos adequados equivalentes ao remix na música para descrever essas práticas”.

O que indica que misturar é uma das técnicas mais usadas no processo da criação. Seja da biologia a qualquer forma de arte.

Para nós seres humanos em especial, que não temos o dom de fazer cópias tão perfeitas quanto a nossa própria natureza, nada facilitou tanto a exploração do remix quanto os avanços tecnológicos.

Os softwares de edição permitem a experimentação na base de tentativa e erro de uma forma que nunca antes ninguém poderia ter feito por meios manuais. E para ajudar, a internet liberou acervos de referências ilimitados.

A abertura dos portões da informação e do acesso ferramental em larga escala, fez com que o remix se tornasse um reflexo do esgotamento pós-moderno em que “quase tudo já foi feito”. Ou seja, se não há mais como inovar por completo, então vamos testar bater os ingredientes no liquidificador (ou melhor, no computador) e partir daí, criar algo novo.

Hoje vivemos no que se pode chamar de “cultura do remix”, cultura essa que pode estar em seu ápice, como também considera Lev Manovich. Isso porque conforme avançamos no século 21 , fica cada vez mais difícil inventar, por exemplo, um novo estilo musical ou mesmo uma nova cor que ainda não tenha sido catalogada.

E por falar em cor, nem mesmo elas ficaram de fora do dilema. Você já deve ter reparado que o gradiente tem marcado presença para amenizar a repetição de cores sólidas no mundo do design. O designer Gal Shir escreve sobre essa tendência em seu artigo “Are gradients the new colors?”, ao deixar claro que a mistura de cores tornou as comunicações mais atraentes diante de um mercado tão abarrotado de marcas e identidades visuais.

“Parece que nós ficamos entendiados de todas as cores que existem no mundo, então nós criamos novas formas de usá-las”

Gal Shir

Assim, é natural a mudança nos conceitos de autoria a partir do momento em que nada surge do zero. Agora as coisas partem de um cenário de bases repetidas aguardando para serem incrementadas por outros elementos que darão a sensação de originalidade.

Parando para pensar essa é quase uma questão matemática, já que é possível comportar uma infinidade de números ao se trabalhar com apenas 10 tipos de algarismos diferentes. O infinito é apenas consequência desta combinação.

James Temperton

Logo um pouco depois da virada do século ficou claro a maneira como reinterpretamos essa cultura com um olhar um pouco mais rebelde através dos meios digitais . Foi quando na própria internet começaram a surgir subculturas que elevaram o remix a um nível que literalmente remete ao colapso de informações.

O seapunk foi um desses movimentos. Em 2011, algumas pessoas estavam postando diversas montagens com o tema de mar e praia no Tumblr. Essas artes digitais se enquadram em uma estética cyberpunk que mistura elementos gráficos de computação antigos, símbolos ocultistas e outros mais populares que representam vibes positivas como yin-yang, pease e smile.

Além do forte apelo visual, enquanto microcultura, a música também teve um peso importante para o gênero onde referências diversas se mostraram presentes na música eletrônica Seapunk, que combina house, pop, techno e hip hop dos anos 90, além de muitos sons de oceano e de vídeo-games. A sua atmosfera extremamente positiva e otimista representa a filosofia do lema “life is a beach” (a vida é uma praia), onde prevalece um modelo utópico de paraíso digital.

Esse tipo de colagem em forma de movimento ajuda a representar um marco onde é possível enxergar o remix não apenas como técnica para um arquivo isolado, mas a sua inserção dentro de um contexto mais amplo envolvendo moda, música e artes visuais ao mesmo tempo. Aqui ele se torna parte da construção de uma visão de mundo, ainda que imaginária.

O mais curioso é perceber a suposta falta de ligação entre os itens dessa fórmula, considerando que nunca coexistiram entre si em qualquer outro modelo além da criatividade na internet, onde praia, vídeo-game e ocultismo conseguem se unir e formar uma unidade dentro do seapunk bem ao estilo “faça você mesmo”.

É a internet sendo usada como nosso parque de diversões digital. Aqui nós podemos ser quem quisermos e inclusive agregar esse estilo à uma personalidade individual, ao rever tudo aquilo que existe através de lentes próprias.

E apesar desse pequeno movimento ter tido impacto especialmente nos EUA, onde surgiu, e em alguns lugares do Japão, um outro modelo de remixagem peculiar surgiu em paralelo, o vaporwave. Esse movimento teve inclusive uma repercussão ainda mais expressiva.

Diferente do clima leve e divertido da praia o vapor tem um conceito mais denso e até crítico com relação às transformações da sociedade. A remixagem aqui, que é a base tanto para as músicas quanto para as artes digitais, se torna instrumento de reflexões mais profundas.

No vapor nós encontramos além da nostalgia computacional, as modelagens tridimensionais, as artes greco-romanas e também a presença de marcas famosas e comerciais das décadas de 80 e 90. A publicidade é usada não só para satirizar o consumismo, mas de certa forma também agregada como parte essencial da cultura vigente.

Fica claro que uma grande crise de identidade está por trás desse sonho psicodélico-cyberpunk que mistura esses elementos. A partir daí também começa a surgir um marco constante de glitch, que representa a falha nos sistemas de computação mas também recria a sensação de disruptura do sistema real que mal consegue se sustentar.

Os loopings que aparecem tanto nos vídeos como nas músicas, são como um disco quebrado reproduzindo os mesmos padrões repetitivos ao mesmo tempo que a mistura de elementos de contextos tão diferentes trazem um novo olhar até mesmo futurista.

Quando se analisa o salto cronológico que vai de monumentos greco-romanos à interfaces do Windows 95 e 2000, é possível fazer uma alusão à evolução da humanidade. Como se indiretamente, mais do que olhar para o passado, o vaporwave nos convidasse a uma reflexão um tanto irônica com relação ao futuro: “Para onde vamos agora?”

Dessa forma, a nostalgia é na verdade um meio para se chegar a uma visão contemporânea. Enquanto aumentam-se a resolução das telas com definições em 4K e não param de surgir aparelhos modernos e cheios de funcionalidades, o vapor é completamente lo-fi. Uma pausa, um passo atrás já que nossa vida é ditada pela aceleração em bens, números e tecnologia, ainda que os propósitos não estejam bem definidos. A frustração é tanta que o computador ficou enjoado com o excesso de informações e vomitou tudo de uma só vez.

Podem dizer que o vaporwave já morreu, mas o movimento foi propulsor de efeitos permanentes em toda a comunicação que viria a surgir depois e representou mais do que nunca o momento de colisão de dados do modo em que vivemos hoje.

A sua estética claramente já foi absorvida e dissolvida pela cultura mainstream incluindo claro, a própria publicidade e a indústria pop, o que apesar de soar irônico, mostra mais uma vez o impacto dessa cultura de releitura que mastiga e reapropria tudo para contextos às vezes completamente diferentes.

E logo um tempo depois da eclosão dessas subculturas, um outro momento intrigante surgiu quando até os computadores brincaram de remixar imagens. O responsável foi o Google com seu sistema Deep Dream, capaz de reinterpretar imagens ao passá-las por camadas de neurônios artificias.

Na prática, o que vimos foi na verdade a inteligência artificial fazendo aquilo que já nos é muito peculiar: misturar arquivos preexistentes, porém de forma aleatória.

E olhando para frente, muitos já se perguntam: o que vem depois do remix?

Apesar de não ser possível saber, o que sabemos é que será difícil largar a mania de montar e desmontar as peças do quebra-cabeças como já estamos, agora mais do que nunca, acostumados.

Hoje somos todos como DJs em potencial procurando a sintonia entre passado, presente e futuro em um processo de reinvenção constante. E mesmo que essa tendência diminua, sempre haverá espaço para algum tipo de remodelagem que traz do velho uma oportunidade de ressignificação peculiar para criar o novo.

Pelo menos até agora, foi por meio desse processo que conseguimos abrir as portas do tempo e cruzar os limites da geografia para assim tornar possível o encontro de culturas e estilos que nunca teriam colidido se não fosse pelo remix.

Presentada la XXVIII Feria del Arroz de Calasparra


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El Liderazgo es Como Ser Padre…

Ser líder es preocuparte por las personas que están a tu cargo. No para que trabajen por ti.

En la búsqueda de la mejor descripción de lo que significa ser un buen líder, encontré un video de Simon Sinek que lo describe muy bien. Él dice que el liderazgo es como ser padre.

Yo dije: “Wow, eso sí que resonó conmigo”

¿Por qué es que lo considero una excelente analogía? Porque como padre tu: proteges a tus hijos de peligros, te aseguras que tienen lo necesario, lo expones a circunstancias para que se desarrollé y estás dispuesto a lanzarte a lo desconocido con él a tu lado.

Eso mismo pasa con un buen líder: te aseguras de proteger a tu compañero de amenazas exteriores, te aseguras de proveer las herramientas necesarias, buscas que tengan el entrenamiento necesario y estás dispuesto a descubrir nuevas oportunidades con tus compañeros de tu lado.

Las similitudes son demasiadas. Pero todas se reducen a que tienes que servir en vez de recibir servicio…

Foto por: 白士 李 (flickr)

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Facebook/Twitter: @gvazquezphd

Claudia: “He crecido internamente sin darme cuenta”

Claudia y sus compañeras en Austria

Luego de concluir su intercambio de un semestre en Austria, Claudia se siente orgullosa por la manera en la que ha aprendido no solo la cultura de este país, su idioma y de otras personas, si no a ser independiente, responsable, puntual, amable, respetuosa y entre otras miles de aptitudes que no tenía antes de irse de intercambio.

Destaca que su familia anfitriona en Austria era la mejor pero esta tenía reglas y una forma de vida distinta a la suya, razón por la cual aprendió a apreciar más lo que tiene en Panamá. Además se volvió una persona más cariñosa porque al darse cuenta que su tiempo en Austria sería limitado, tenía que demostrarles a todos lo mucho que los quería todos los días.

Aprendiendo alemán

En cuatro meses pudo aprender alemán, defenderse sola en la calle, hablar con otros sin ningún problema. “La verdad es que lo aprendí solo hablando, aunque al principio me daba pena después me di cuenta que de esa manera aprendía. No importaba adonde fuera, a una tienda, a un restaurante, a tomar el bus, al súper, siempre tenia que hablar alemán. Después me metí a clases de alemán y me ayudó mucho. Pero definitivamente para mi, hablar, fue la clave”.

Un intercambio, una nueva vida

Claudia junto a su familia anfitriona

Siempre es bueno darse una pausa y vivir experiencias totalmente distintas. Para ella un intercambio es como una nueva vida, con nuevos amigos, nueva cultura, nueva forma de pensar, ideas distintas y llegas a conocer a un sin fin de personas que se vuelven parte de tu familia.

Ya está abierto el período de inscripciones para ser participante de intercambio en Austria ,-http://www.afs.org.pa/programs/programa-colegial-en-austria/. Claudia recomienda este destino “ya que la gente es un amor, son todos muy amigables, cariñosos, fiesteros, divertidos, entre otros cualidades. No solo es un país con gente hermosa, si no que tiene lugares que te quitan el aire. Hay cientos de lugares por descubrir”.

Sueldo precario para los trabajadores culturales de Los Pinos

La oferta para trabajar en el Centro Cultural Los Pinos, ofrece un apoyo económico de 3 mil pesos al mes por un horario de casi tiempo completo.

La semana pasada comenzó a circular en redes sociales una imagen donde el nuevo “Centro Cultural Los Pinos” solicita personal para apoyo a recorridos.

Los requisitos son básicos , tener de 15 a 29 años de edad, no estudiar ni trabajar, tener actitud de servicio, y disponibilidad inmediata para trabajar de martes a viernes y alternando un día del fin de semana (sábado o domingo), de 9:30 a 17:00 hrs.

Se dice que como personal de apoyo a recorridos, las actividades a realizar consisten en auxiliar a los visitantes, brindar información, ser parte del equipo al interior de las casas para agilizar los flujos de personas y resguardar el inmueble.

Todo muy bien hasta aquí, porque genera emoción poder colaborar con la 4T, con la cultura, con un espacio que abre sus puertas, con nuevas oportunidades.

La propuesta se nubla al saber que simplemente se ofrece un apoyo de económico de 3 mil pesos al mes, por una jornada de trabajo casi de tiempo completo.

El nivel de austeridad que propone el nuevo gobierno es increíble.

¿Qué tipo de desarrollo humano se busca crear si las condiciones son no estudiar ni trabajar? ¿Qué alcanza con 3 mil pesos al mes? ¿Cuál es el valor de esta convocatoria? ¿A quién está dirigida? ¿Por qué no se dirige a gestores o promotores culturales? ¿Qué tipo de capacitación se les dará? ¿No hemos aprendido nada de la situación de los museos?

Para todos lo que nos apasiona la cultura y nos dedicarnos profesionalmente a ella, esta oferta me parece un insulto. Es evidente que hubo jóvenes motivados o con necesidad que asistieron a la reunión que se llevó a cabo el pasado 15 de diciembre para definir si quieren sumarse al equipo.

Ante la situación actual que vive la cultura en México, no debemos permitir este tipo de condiciones de trabajo si queremos que realmente se valore la cultura y la profesión del gestor cultural en la sociedad. Entonces ¿para qué sirven tantos másters y licenciaturas sobre gestión y desarrollo cultural?

Nuestro tiempo, nuestro esfuerzo, nuestros estudios, nuestra confianza para que se hagan bien las cosas; sabiendo que existen las herramientas y el talento para lograrlo, valen más que 3 mil pesos al mes.

CULTURA DE MASAS, ¿SABEMOS LO QUE ES?

CULTURA DE MASAS, ¿SABEMOS LO QUE ES?

En el siglo XIX, nace un nuevo concepto sociológico: masa. Durante todo aquel periodo, el término de masa social se definía como una agrupación humana que suponía la pérdida del control racional, una mayor sugestionabilidad, además de contagio emocional, imitación, sentimiento de omnipotencia y anonimato para el individuo. Esta definición tan pesimista, es del sociólogo y físico Gustave LeBon. Desde aquel momento, la masa fue analizada por muchos otros pensadores y estudiosos, que no lograban deshacerse de la negativa connotación de LeBon. Siempre irracional, apasionada e incontrolable, la masa social acompañó a los propios medios de comunicación en su evolución a lo largo de la historia, hasta haberse convertido en medios de comunicación de masas.

Con el paso del siglo XIX, aquellas execrables y temidas masas de hombres fueron perdiendo peligro y ganando respeto. Ahora, dos siglos después, no podemos hablar de nuestra sociedad actual sin pensar en una gigante masa global; que nos interconecta a todos y relaciona el mundo en que nuestros medios de comunicación se mueven. Podríamos decir que formamos una única masa social, gracias a internet y la hiperconexión que une continentes y culturas.

Tras haber comprendido este aspecto, los medios de comunicación han dejado una sección dedicada a todos los temas que nos interesan como gran masa social: los eventos sociales como óperas o teatros, el mundo de los videojuegos, las series, la propia televisión, etc.

Consultas realizadas en: https://bit.ly/2y115kD

La principal característica del área de Cultura de masas es que su público es muy variado ya que cuenta con muchas y muy diferentes secciones. Es por ello que la audiencia de un tema en concreto (como los videojuegos) puede llegar a ser totalmente opuesto al de otro que se encuentra en este mismo área (como las óperas). El análisis ha confirmado que las características entre audiencias de una sección, en comparación con otras, son muy dispares y heterogéneas. A pesar de ello, siempre es posible realizar una medida general de todas las secciones que componen nuestro área de investigación periodística para poder, así, estudiar la audiencia de la Cultura de masas de los medios.

Artículo de abc.es

Al contrario que otras áreas como política, economía o deportes donde la información tiene que ser clara y directa, en Cultura de masas, “irse por las ramas” es una opción más que válida sobre todo a la hora de explicar la personalidad que tiene el protagonista de determinada serie o las sensaciones que te produce la nueva canción que está triunfando en Estados Unidos.

Sin embargo, los medios digitales se distinguen de la prensa al poder utilizar soportes técnicos como vídeos o audios para mejorar y dar credibilidad a la noticia. Esto lo hacen a través de enlaces e hipervínculos, que además sirven para dar visibilidad a otros artículos que tienen relación con el tema en cuestión o que simplemente no han llegado a tener las visitas deseadas y el autor les quiere dar una mayor visibilidad.

Todo lo mencionado anteriormente se puede apreciar en un ejemplo de la sección especializada en series del periódico ABC, “PlaySeries”. En el artículo se realiza una descripción de los hechos históricos en los que se ha basado el creador de Juego de Tronos a la hora de elaborar algunos de los elementos más importantes de la serie. Se puede apreciar el uso constante de la comparación para resaltar la similitud entre los dos aspectos, citas de la propia serie que dan credibilidad, además de introducir links sobre otros artículos relacionados con Juego de Tronos.

En cuanto a la radio, tiene la desventaja obvia al resto que es la de carecer de imagen, por lo que saca el máximo partido a los sonidos. No hay una mayor expresión del sonido que la música, por lo que no es de extrañar que los programas más escuchados y famosos de la radio sean aquellos con una programación musical.

También destacan los programas de humor que se aprovechan de la facilidad que permite la radio de hacer entrevistas a pie de calle para crear un contenido más ameno que el que puedas encontrar en prensa.

Por último pero no menos importante, la televisión es el soporte que más explota el uso de la imagen. Parece que sigue a rajatabla el dicho de “una imagen vale más de mil palabras” y llega incluso a abusar de ellas. Con el reportaje como el género más utilizado en este soporte para hablar de la Cultura de masas, aquellos programas basados en series o videojuegos son los más utilizados al poderse valer de las propias escenas de la series o del videojuego en cuestión.

6. ¿CÓMO ES UN PERIODISTA ESPECIALIZADO EN CULTURA?

  • Tipos de autores predominantes en medios generalistas vs especializados.

En medios generalistas predomina una redacción estándar marcada por una línea editorial estructurada que se centra en los datos más relevantes y actuales. Una elaboración menos concreta con autores aptos para sacar adelante todos los temas que surjan. Con esto buscan una inmediatez a la hora de delegar cualquier noticia a quien esté presente en redacción, una persona capaz de desenvolverse con datos contados aunque no sepa interiorizar a fondo el contenido que se trata.

En cuanto a los especializados, el conocimiento exhaustivo es estrictamente más necesario. En las diferentes noticias se debe plasmar un análisis del contenido con capacidad de asociación, datos y opiniones bien argumentadas. Importa el interés del redactor, que se muestre la pasión y que verdaderamente se hable de lo que se sabe. Un seguimiento de bastantes años es lo que facilita el tener cabida en estos sectores, ya sea Cultura de masas, sus especializaciones, u otras ramas diferentes del periodismo.

De esta manera un gran número de profesionales han dejado frases que confirman lo previamente nombrado:

1. Un claro ejemplo es Silvia Cruz, periodista freelance especializada en Flamenco que ha colaborado en medios como El País Semanal, El Mundo, Vanity Fair, Rockdelux o Altaïr Magazine.

Silvia indica lo siguiente: “Es muy importante leer el trabajo de los compañeros, no para copiar sino para aprender, estar al día, reafirmarte en tu estilo y en tu concepto o ponerlo en solfa.” Aplicar lo aprendido de la gente que te rodea no supone ningún plagio si se hace adecuadamente. Aprender, al fin y al cabo, es empaparte de lo que te aportan los mejores. Un camino que, cogiendo de diferentes sitios, te lleva a generar tu propia personalidad.

2. Borja García, redactor en Bluper, tuvo un pasado en El Confidencial, Fox, Fórmula TV, El Mundo, El Chiringuito y Movistar Deportes.

Dada su experiencia, ha compartido con nosotros una frase que siempre recordaremos: “Si te especializas en lo que te gusta, lo tienes todo”. Su amor por la televisión y el deporte le ha mantenido ligado durante años a la actualidad de lo que a él le gusta. También argumenta que, estando donde está, en un principio no volvería a un medio generalista.

3. Iván Morales, redactor en Babel Magazine, dedicado a la música “Lo mejor es poder hacer felices con tus artículos y con tus crónicas a muchas personas que comparten contigo esa pasión”

  • Necesidades formativas (conocimientos, competencias, aptitudes y actitudes) del periodismo especializado en el área.

Para empezar, como resulta evidente se necesitaría una formación en periodismo, preferiblemente el grado, aunque también podrían valer otro tipo de formaciones profesionales. Es imprescindible saber llevar a cabo la labor periodística, saber hacer una crónica, una reseña, redactar un artículo, etc. Una vez se cumpla esta base, el resto de la formación dependerá del sub-área que se desee cubrir dentro de la Cultura de masas. Por ejemplo, si hablamos de música, el periodista podría tomar dos caminos, bien llevar a cabo la carrera de musicología, o hacer un máster en musicología o periodismo musical. En cuanto al cine, es un caso similar. Para cubrir otros aspectos, puede ser incluso suficiente una formación periodística y poseer mucha información y tener gran experiencia dentro del sub-área.

  • Rasgos distintivos o destacados de la práctica profesional (metodología y rutinas) del periodismo especializado en el área.

Lo esencial para un periodista especializado será tener buenos contactos y una buena relación con las fuentes cercanas e importantes. Esto le facilitará, en primer lugar, estar siempre al día de las últimas noticias y acontecimientos dentro del área. En segundo lugar, los contactos en muchos casos pueden facilitar invitaciones a estrenos de nuevas películas o nuevos álbumes, también nuevo material si hablamos de probar un videojuego. En resumidas cuentas, un periodista especializado debe ir un paso adelante, que le permita dar una información detallada y precisa al consumidor.

Como podemos ver en los dos casos de arriba, correspondientes a medios especializados en música, en determinado modo, el periodista especializado puede influir en que un lector se compre un videojuego o no, que vea una película o no la vea o incluso en la manera de juzgar una canción. Por ello, es importante resaltar la previa a la actividad periodística como un factor clave de la rutina de un periodista. Informarse antes de escribir, pensar el lenguaje y sobre todo, saber diferenciar entre lo objetivo y lo subjetivo.

7. DECLARACIÓN METODOLÓGICA:

Para la realización de este reportaje en grupo, sobre la Cultura de masas, hemos seguido la misma dinámica que empleamos para la presentación realizada en clase. Es decir, hemos estructurado el reportaje con los mismos epígrafes que la presentación, y cada miembro ha elaborado el apartado con el nombre del epígrafe que presentó en el trabajo anterior. De esta manera, la asignación de tareas ha sido la siguiente:

→ Redacción de los contenidos / Declaración metodológica

  1. CULTURA DE MASAS, ¿SABEMOS LO QUE ES? (Introducción y audiencia): Paula de Miguel.
  2. ¿QUIÉNES TRABAJAN ESTA INFORMACIÓN? (Medios especializados): Jon Aitor Bris.
  3. ¿QUÉ CUENTA LA CULTURA DE MASAS Y CÓMO LO HACE? (Contenidos y formatos): Andrea Blandín y Celia Sánchez.
  4. EL EMBRIÓN DE LA INFORMACIÓN (Fuentes): Marta Esquíroz y Lydia del Castillo.
  5. ¿Cómo se trabaja esa información? (Estilo y recursos): David Sánchez y Daniel Alcázar.
  6. ¿CÓMO ES UN PERIODISTA ESPECIALIZADO EN CULTURA? (periodista especializado): Guillermo Vidal y Alonso Gamero.