Curso Lembrancinhas e Flores em EVA

No Curso Lembranças e Flores em EVA é mais importante para festas infantis e casamentos, por ser um material barato e moldável é uma grande oportunidade de trabalho com esse produto.

Saiba como Criar, Vender e Lucrar Muito menos sair da casa, seguindo menos de 2 horas por dia , seguindo um método simples e fácil

Eu quero meu Ebook CLIQUE AQUI

Como você vai ganhar vendendo Flores em EVA?

Se você é um profissional que não consegue se livrar de suas vidas e se inscrever, você pode ter acesso e aprender todas as suas atividades e promoções.

Ir para o ensino como melhores técnicas de vendas para anunciar e vender suas flores. Seja o primeiro a receber os pedidos, vendendo antes mesmo de tê-las confeccionado. Você não está on-line com uma porta de entrada e uma caixa de dinheiro diretamente na sua conta.

Curso em mais de 40 vídeos-vidas passo a passo !!

Você vai aprender:

Módulo 1

Lembranças para Chá de Bebê e Aniversários

Módulo 2

Lembranças para Chá de Cozinha, Dia das Mães,

Encontro de Mulheres etc.

Módulo 3

Lembrancinhas para Noivados e Casamentos

Módulo 4

Flores em EVA

Bônus

COMO DIVULGAR E VENDER

Não tem como imprimir os moldes?

NÃO SE PREOCUPE! NO CURSO VOCÊ AINDA APRENDE UM DESENHA-LOS PASSO UM PASSO ATRAVÉS DAS MEDIDAS!

GARANTA SEU E-BOOK, CLIQUE AQUI

Como vou pegar o curso?

Os dados de acesso ao curso são enviados para o seu logo de e-mail após a vigência do pagamento. Então em alguns minutos.

O que vou receber?

Você será capaz de receber o seu melhor após 40 vídeos-aulas + 1 E-book

Avenida Hippie #19

Bloco G, fila 11, barraca 15

A feira está entremeada na minha vida. Eu dependo daqui, sobrevivo daqui, a gente gera empregos a partir da feira, organiza trabalhos sociais a partir da feira. A feira é nosso cartão de visitas, é onde a gente trabalha e pensa. Nosso público consumidor está aqui, o formador de opinião está aqui, a gente observa o que as pessoas querem a partir daqui, escutamos as sugestões que elas dão pra gente. A feira é nosso coração.

Luiz Alberto Nacif e Sandra Regina Braga não combinam apenas no tom sobre tom de suas blusas. Ambos se graduaram em 1980 na Escola de Belas Artes e o amor deu liga nos acessórios de cerâmica que fazem desde a faculdade. Hoje somam 45 anos de Feira Hippie.

Desde a adolescência Luiz se interessava por artesanato, sempre gostou de fazer trabalhos manuais, de fabricar objetos, chegar à feira foi apenas uma consequência. Ele relembra algumas passagens de quando começou: “Na época, tinha os Rolling Stones, eles faziam muito sucesso, o símbolo da banda era uma língua e o dos Beatles era uma maçã mordida. Eu cortava esses álbuns de figurinhas que tinham chapinha em metal, recortava a maçã, pintava, botava no cordãozinho, trazia para a feira e vendia tudo. Foi natural, a questão comercial foi paralela: eu fabricava e vendia, vendia e fabricava. Uma coisa foi junto da outra”.

O poder criativo da dupla não se limita à música. Na barraca é possível encontrar referências arquitetônicas e étnicas. Um dos casos que eles gostam de contar é o de uma peça que se assemelha às obras de Gaudí, arquiteto catalão, que foi adaptada para a capital das Gerais. “ Essa peça é o desenho de um azulejo, ela é baseada na Casa do Baile. Começamos fazendo Gaudí, lá de Barcelona. Um dia as pessoas começaram a pedir azulejos da Casa do Baile, acabamos eliminando o Gaudí”, explica Sandra.

Luiz e Sandra se sentem bastante orgulhosos dessa busca dos clientes por suas origens, pelos lugares em que vivem. “Antes elas não se preocupavam com isso, com a ‘minha origem’, ‘nasci no Brasil, mas eu venho de qual etnia?’. Eu vi que foi uma coisa que mudou e hoje eu tenho muita atenção a isso. As pessoas procuram referências étnicas”, compartilha Luiz.

Essa percepção de mudança vai além dos hábitos de compras dos clientes, afinal são 45 anos de Feira Hippie e muito foi alterado pelo tempo e pelos costumes. Luiz visualiza as mudanças por ciclos. Para ele, até a década de 1990, a feira era excelente para as vendas, já que o Brasil ainda não tinha o mercado aberto à importação como hoje. De lá para cá, o artesão percebe a forte inserção de produtos importados no meio do artesanato, o que ele avalia como ruim, mas também percebe um ponto positivo com a chegada dos importados: a especialização e preocupação com a qualidade do artesanato para manter o cliente por perto.

Nessas quatro décadas e meia de Feira Hippie, Luiz não esconde seu amor pelo espaço, mas também demonstra preocupação. Para ele, a administração da feira deveria estar nas mãos da Secretaria de Cultura ou que pelo menos houvesse uma pessoa ligada à área cultural dentro do Setor de Feiras. “Nesse setor não existe preocupação com a questão cultural, existe apenas preocupação com o alinhamento das barracas, com as pessoas estarem presentes aqui todos os domingos, mas com a qualidade, com a estética dos produtos que são vendidos, não”.

Luiz segue firme na busca pela valorização da produção cultural da Feira Hippie que, infelizmente, foi substituída pela mecanização da administração pública.

Avenida Hippie #7

Bloco H, fila quatro, barraca 12

“Eu sempre vim com a minha mãe, porque a barraca era dela. Eu a ajudava, ela fazia todo tipo de coisa para cabelo e eu fazia uns laços, comecei assim”, se apresenta Rutila Pereira, 52, à frente de sua barraca colorida. A Feira Hippie é herança da mãe que, segundo suas palavras, desencarnou faz três anos. Para Rutila, apesar da ausência física da mãe, ela ainda continua ajudando por meio da barraca de acessórios para cabelo.

Dona Detinha, como era conhecida a mãe, não acreditava que a filha tinha habilidade para o artesanato. Sempre perfeccionista, insistia com a menina para seguir um certo modo de fazer , caso não a agradasse, a aprendiz tinha que desfazer o serviço e começar de novo. “Minha mãe era muito engraçada, a vida inteira eu tive vontade de costurar, e ela falava comigo assim: ‘Você não dá pra costura, minha filha. Você é muito tocada, muito lambona’. Quando aprendi a fazer um arquinho, eu falei ‘Tá vendo mãe, eu dou pra artesanato, dou pra costura! A senhora que está com má vontade de me ensinar’. Ela era uma exímia costureira, mas lá em casa nenhuma das minhas filhas nasceu com o dom (risos).

Olha que você está fazendo que nem sua mãe!

“Tô não! Elas já tentaram. Menina, você não calcula o desastre! (risos). Quando veio essa moda de coroa de flor, eu aprendi a fazer e tal. Teve uma época que eu estava virando a noite pra fazer, botava em loja e tudo. Minha filha disse ‘Mãe, vou te ajudar’, que desastre! (risos). Eu disse ‘Não precisa, minha filha! Você realmente não tem o dom, você nasceu pra ser contadora’. Nossa menina, não dá não! (risos).”

Dona Detinha dedicou 30 anos à Feira Hippie, sempre insistiu que sua filha se juntasse à barraca, mas Rutila não se sentia tão atraída. Com a partida da mãe, faz da Feira seu novo norte e acredita que agora a mãe está muito feliz com sua atitude. “Eu não posso perder uma coisa que minha mãe lutou tanto pra ter, a Feira era a vida dela. Eu falo que isso aqui é uma cachaça, isso te vicia, aí você não vive mais sem ela.”.

Ao lado do marido, Edmar Reis Victória,52, Rutila relembra histórias de sua mãe, que aprontava poucas e boas na barraca:

Tem algum caso que você se lembra, alguma história com a sua mãe?

Rutila: Com mamãe tem várias! (risos). Nossa, a mamãe era o máximo! 
Edmar: Em tempo de chuva ela adorava dar banho nos outros…
Rutila: Conta!
Edmar: Não, você que está contando.
Rutila: Conta, bem!
Edmar: Essas lonas ficam penduradas, então vão acumulando água da chuva. A mãe dela ficava com um cano dentro da barraca se preparando, aí quando passava alguém ela empurrava a lona e dava um banho nas pessoas! (risos).
Rutila: Ela era terrível!
Edmar: E fingia que nem era com ela.
Rutila: Todo mundo conhecia ela como Dona Detinha, ela era hilariante, a alegria da Feira. Esse aqui do lado é muito fã dela, quando ele expôs ela ofereceu espaço aqui na barraca.

Nem só Dona Detinha tem história para contar, o casal também tem seus registros:

Edmar: Uma noiva tinha 35 madrinhas e você (Rutila) fez todas as coroas e pulseiras para o casamento.
Rutila: Assim, é bacana né? Porque, igual o meu caso, a menina viu as peças e gostou, aqui gente trabalha com muito amor, tudo o que a gente faz é assim. A pessoa encomenda da sua maneira e a gente tenta fazer da melhor forma possível, e o cliente te reconhece. Isso é muito bom. Eu acho que o artesão é muito pouco valorizado, porque quase ninguém dá atenção ao artesanato, aquele feito à mão mesmo. Aí vêm os produtos industrializados enquanto a gente fura dedo, corta dedo, queima dedo e ninguém vê isso.